quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Políticas públicas, sociais e como o brasileiro não se interessa por estes assuntos.

O brasileiro não gosta do brasileiro. No mínimo é tão individualista que não é capaz ou não quer enxergar o problema do outro brasileiro.

Tantas políticas sociais atualmente e não vejo quase ninguém dizendo assim: "O Norte e o Nordeste estão sendo os primeiros beneficiados porque precisam, porque o nível de pobreza lá é muito maior que nas outras regiões". A nossa presidenta Dilma Rousseff pronunciou esta frase em um jornal televisivo para todos, dizendo de um programa assistencial para socorrer mães com filhos carentes de 0 a 6 anos, e eu não vi e nem escutei nada a favor. Que povo é o nosso? Quem somos nós?

Dou aulas particulares em São Paulo, capital, ando muito pela cidade e por isto entro em contato com muitas pessoas, de diferentes culturas, educação, formação, etc., de alunos, pais de alunos, em restaurantes, bares/lanchonetes, etc., e, sinceramente, vejo que a grande maioria delas não se importa se políticas sociais estão dando certo ou não em regiões menos favorecidas. Não se importam com elas como se o país não precisasse.

O cúmulo foi quando um colega me perguntou se eu era comunista ou socialista só porque eu disse que alfabetização, educação em todos os níveis, de qualidade, deveria ter sido sempre, junto com a saúde, habitação e geração de empregos, o principal objetivo do Brasil. Ora, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Canadá, França, etc., os ditos países do primeiro mundo, nunca se preocuparam com isto? Ah, para! São países capitalistas que olharam desde há muito tempo para questões como estas.

Eu não sou comunista ou socialista, nada contra também, mas quero ver o meu país em uma boa situação em termos gerais, em áreas básicas como estas que citei aqui. E que mal há nisto?

Já fui chamado de "protetor dos fracos e oprimidos" no último ano do que seria hoje o ensino fundamental. Eu era tido como alguém tolo por pensar assim... Agora eu pergunto: que mentalidade possui grande parte da nossa população? Falta de sensibilidade? O brasileiro não é considerado um "povo bom"? Que nada, podemos ser mais emotivos, sentimentais, que os povos de origem europeia, por exemplo, mas...

Talvez falte a própria Educação, mas em longo prazo porque os governos ditos de "direita" ou, para mim, simplesmente elitistas, nunca deram valor para ela.

Saiu na primeira página da "Folha de São Paulo", há alguns meses: "Dilma gasta mais com a Educação do que com obras". Também não vi e nem escutei ninguém comentando.


Será que o brasileiro acha que criança deve comer concreto?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Política da educação infantil de 0 a 6 anos no Brasil de hoje

Em 2003, a coordenadora técnica do Setor de Educação no Escritório da UNESCO no Brasil, Ângela Maria Rabelo Ferreira Barreto, publicou, na Revista Brasileira de Educação, um trabalho intitulado “A educação infantil no contexto das políticas públicas”.

Pautava sobre a educação infantil e também aos cuidados para as crianças de 0 a 6 anos, no contexto das políticas públicas do governo federal, junto às creches e pré-escolas, bem como sobre o PNE (Plano Nacional de Educação) com relação a essas mesmas crianças.

Ela se baseou em vários trabalhos ligados ao Senado Federal, IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, e até na Constituição Federal de 1998, se concentrando no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no que havia de políticas públicas e programas para a educação infantil de crianças de 0 a 6 anos, assistência social e saúde. Nisto entra também os direitos das crianças como um todo, o lugar na família, sociedade e nos governos municipais e estaduais.

A educação de crianças em um país com tantas desigualdades sociais deve ser vista também no âmbito da saúde, no que esses governos têm a oferecer não só em investimentos monetários, em assistência direta, emergencial aos mais carentes, pois, sem condições de vida adequadas, não há como ensinar, aprender e profissionalizar para o adulto de amanhã. E foi neste contexto que o trabalho da técnica Ângela Maria Rabelo Barreto se desenvolveu.

E nas próprias palavras dela: “Observa-se que ainda é tímido o lugar ocupado pela criança com menos de sete anos nas políticas públicas, apesar de ser esse o segmento populacional mais afetado pelas condições de pobreza e desigualdade”.

Ângela Maria ressaltou que até não existiam levantamentos oficiais sobre quantas crianças no Brasil estavam fora das escolas e creches. Aí pergunto: havia programas sérios de inclusão das crianças na rede de ensino se o governo Fernando Henrique não sabia e nem se deu ao trabalho de verificar números para se começar um trabalho digno com as primeiras faixas etárias da educação?

Já o PNE seria um programa decenal a incluir cada vez mais as crianças brasileiras nas creches e pré-escolas, tendo o governo federal um importante papel nesse sentido a investir nos municípios mais necessitados. Um programa em que gradativamente se iria aumentando os recursos para a educação não só infantil. Na verdade, simplificando as coisas, tudo vêm de dinheiro: formar professores, pagar melhor os professores, funcionários, construir escolas, manutenção, comprar equipamentos...

E desde a década de oitenta, após o fim da Ditadura Militar, houve no Brasil pressões da sociedade, de grupos políticos, de instituições, etc., para que o país olhasse para questões como essas.

Já em 2006, o Ministério da Educação, pela Secretaria de Educação Básica, apresentou um documento de nome “Política Nacional de Educação Infantil: pelo direito das crianças de zero a seis anos à Educação”.

Ele observa um aumento gradativo de matrículas escolares entre 2001 e 2006, fala dos progressos do PNE, salienta a pressão de movimentos sociais visando um maior cuidado com esse assunto, afirma que em mais de um século de história, a Educação Infantil “somente nos últimos anos foi reconhecida como direito da criança, das famílias, como dever do Estado e como primeira etapa da Educação Básica”; diz ainda “que a educação das crianças era criada e organizada para atender a objetivos e a camadas sociais diferenciadas”, entre filhos de pobres e ricos, o que é um absurdo. E também reconhece e preconiza a valorização do profissional que lida com as crianças de 0 a 6 anos.

E já na introdução do texto, fala-se assim: “O panorama geral de discriminação das crianças e a persistente negação de seus direitos, que tem como consequência o aprofundamento da exclusão social, precisam ser combatidos com uma política que promova inclusão, combata a miséria e coloque a educação de todos no campo dos direitos”.

Tenho 51 anos e nunca vi ninguém do governo federal, por entrevista ou documento, assumir para si tamanha verdade e responsabilidade com respeito aos descuidos do próprio Brasil com a Educação, revelando extrema sensibilidade com essa área tão importante na formação cultural, educacional e de cidadania dos seus filhos.

Há alguns meses atrás eu vi uma manchete de primeira página no jornal “A Folha de São Paulo”, que não gosta da nossa presidenta, dizendo assim: “Dilma gasta mais com a Educação do que com obras públicas”.

Não é mentira porque senão a “Folha” não publicaria e também nunca vi uma frase assim.


Dilma está certíssima: criança tem que aprender a fazer concreto, comer concreto?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ocupações de Prédios em São Paulo

As ocupações de prédios em São Paulo não são do jeito que a maioria das pessoas pensa.

Fui convidado a visitar um deles. Fiquei impressionado.

Primeiro, uma corrente com cadeado na porta e uma pessoa pedindo para você assinar um livro, colocando nome, hora da entrada e depois da saída, se você é visitante ou pertencente a outro movimento de ocupação. Ou sua ocupação.

No pequeno hall percebi, junto com a escada, a limpeza do local. Depois os corredores, quartos, banheiros, em um prédio antigo, mas muito limpo, bem cuidado. Aí deixei de ter a impressão de um lugar sujo, bagunçado, com lixo por todos os lados como as pessoas, que também não conheciam a fundo essa realidade, diziam. Mais de duzentas pessoas moram lá e são organizadas: se revezam na limpeza do prédio.

Nenhum morador pode entrar alcoolizado, drogado etc., em qualquer hora do dia ou da noite. O pessoal, inclusive, não admite moradores com problemas assim. Existe hora do café da manhã, almoço e jantar.

Entrei lá por volta das dez horas da manhã e havia pouquíssimas pessoas (quem estava designado para trabalhar no prédio naquele dia), porque as outras trabalham  fora e isto já é outro diferencial em que as pessoas em geral não  sabem ou fingem que não sabem: moradia no Brasil é cara, sempre foi e nunca houve uma preocupação dos políticos com o social, como um todo, a melhorar a situação econômica do nosso povo, a educação, saúde, alimentação e habitação. Sem trabalho não se compra casa, ganhando pouco também não, e se os imóveis forem caros, dificulta seriamente o problema, ou seja, o povo encurralado em casas alugadas, ou muito pequenas ou com problemas na estrutura, cortiços, favelas... Quem entrou naquele prédio em que fui trabalha e trabalha muito, mas não possui condições para comprar uma casa.

Eu não sei o que a mídia diz, as pessoas pensam etc., mas nunca vi uma descrição ou algo parecido com o que eu disse no parágrafo acima. Não sou dono da verdade, mas não há quem não trabalhe naquele prédio. E quem trabalha merece e possui o direito de ter a sua casa, família, saúde, alimentação e lazer. Ou quem dirá para mim que não? Só se for um inimigo do próprio irmão brasileiro ou um egoísta tão grande que não enxerga nada a sua frente.

E então entraria os governos ou deveria: moradia barata e para todos a não deixar ninguém de fora.

Vejo movimentos do governo federal neste sentido, a favor de habitação em massa e não só, por exemplo, como os poucos prédios construídos pelo Maluf, os "cingapuras", apenas para dizer que fez, colocando-os em locais de fácil visualização e por isto o povo achando que ele fez muito. Grande engano. Para um país tão populoso como o nosso, só realizações sociais em massa!

E, se o prédio de ocupação que visitei for exceção, ou seja, se nenhum outro possui organização como tal, que ele seja modelo.


Você deve estar se perguntando: "e a legislação? Entrar em prédios é ilegal". Para um país que nunca investiu no social em massa, entrar em prédios ociosos dos governos não é crime.


O metrô de São Paulo revelando uma verdade política

Primeiro peço desculpas a você leitor porque este é um texto em que cito muito as cores com as linhas correspondentes do Metrô, de regiões e estações. Para quem não conhece São Paulo e o Metrô basta ver uma explicação resumida nas "notas" depois deste texto.

O Metrô de São Paulo nos revela a tendência de se fazer política no Brasil desde há muito tempo: em se administrar mais e melhor para os ricos do que para os pobres.

Ele é um sistema muito complexo, e por isto não podemos analisar muito do funcionamento dele em termos de exceções. Por exemplo: eu por muitas vezes medi o tempo que um trem chega uma estação após a saída de outro, na linha Leste e Norte. A média fora de dois minutos. Agora entro nas estações da parte Sul e o tempo é de um minuto, em média. Veja, falo em média, e por isto, não é porque alguém mediu dois minutos de diferença entre dois trens no sentido Jabaquara - Sul, que é besteira o que eu disse.

E digo aqui: nem adianta uma pessoa postar um comentário neste blog ela não leva em consideração à estatística. Sou professor e raciocinar com base em exceções não nos leva a nada.

Dando mais um exemplo e mostrando o privilégio das classes mais abastadas, a parte Sul possui um ótimo sistema de ventilação dentro das estações onde você espera o trem. Inexistente na parte Leste, onde se concentra a maior população usuária, alguém poderia dizer: "mas ela é toda, com exceção do Tatuapé, acima do chão, vazada, ventilada". Mas, nem ventiladores comuns para os dias mais quentes?

O Metrô para a Zona Oeste tem o seu maior trecho na região central e nas estações Anhangabaú e República, sempre repletas de pessoas, também não possuem ventilação. E a partir da Praça da Sé, incluindo esta, também não possui um sistema de ventilação para melhorar o conforto do usuário, com exceção da São Bento e Luz.

A linha Verde, que passa por três estações na Avenida Paulista, e a Vermelha, começaram a receber desde 2011 os chamados "novos trens" do Metrô, todos com ar condicionado. Primeira diferença: os verdes são muito mais bonitos e bem acabados. Mas se isto não importa para certas pessoas, note o seguinte: quase todos os novos metrôs verdes estão circulando normalmente, e na linha Vermelha ainda existem muitos dos antigos, trepidando muito, sem ar condicionado, deixando o povo enlouquecido de calor para quem vai para a parte Leste. Ou mesmo se estiverem voltando.

A linha Amarela é a mais nova, moderna, que passa, em média, pelos bairros mais abastados dentre todas as linhas. Nela você chega numa estação, que hoje ainda não estão todas prontas, e fica surpreendido: vê uma "parede" de vidro que não deixa ninguém cair na linha do trem. O sistema funciona automaticamente quando o trem chega e para. Portas nessas "paredes" de vidro se abrem com as portas do trem também se abrindo. E fecham praticamente juntas, ou seja, por mais cheia que estiver uma estação, essas portas de vidro só abrirão com o Metrô já parado e abrindo também as dele. E na Zona Leste, com o número maior de usuários do Metrô, como eu já disse, onde se pode ocorrer então mais acidentes, não há um sistema assim.

Nessa linha Amarela os trens não possuem manobristas! Eles caminham sozinhos via controle computadorizado. Ainda tiram empregos.

E algo já era para ter sido feito há muito tempo. Muito tempo mesmo: a ligação entre a linha Verde com a Vermelha. Quem vai da linha Vermelha, parte Leste, para a Zona Sul (parte Sul da linha Azul) e também para a Sé, no centro, tem que passar pela estação Sé e pegar o Metrô da linha Azul. Diariamente são centenas de milhares de pessoas, se não chegar a um milhão, que literalmente se espremem para irem trabalhar e depois voltarem. Ou resolverem seus compromissos. As maiores aglomerações de pessoas em estações ficam na Sé e na parte leste toda. Por um ano peguei esse trânsito e era comum eu esperar passar seis ou sete trens até conseguir entrar em um.

Se se preocupassem realmente com as pessoas, a ligação da Verde com a Vermelha faria com que elas fossem diretamente, em uma viagem, até a estação Paraíso da Sul sem passar pela Sé. Pois a Verde foi inaugurada em 1991 e sempre caminhou a passos lentos em direção a Zona Leste. Estão fazendo essa ligação agora depois de muito sofrimento da populosa região Leste.

O Metrô é um transporte público, para pessoas sem carros, de baixa renda e poderia se afirmar que governos o fizeram sim, realmente visando essas pessoas. Mas isto é só parte da história. Por que então tantos privilégios como alta tecnologia e conforto quando se trata de Metrô em bairros mais abastados?

E existe o fato de, obviamente, a passagem ser a mesma para todos. Mas certas regiões da cidade possuem trens melhores, em sua maioria, mais confortáveis. Por que fazer diferença entre ricos e pobres?

O Lula, a despeito da corrupção que aconteceu no governo dele, talvez "inaugurou" uma nova tendência de governar o país: ele governou para os ricos e também para os pobres. Tendência esta seguida pela presidenta Dilma.

Eu dei o exemplo do Metrô para falar dessa mentalidade política nociva aos menos favorecidos. De qualquer maneira eu vejo em São Paulo hoje uma chama de conscientização do seguinte modo: pessoas simples, sem cultura, dizendo: "voto neste candidato porque ele gosta dos pobres e não naquele que gosta só de rico". Ou seja, se a conscientização política não vem da educação, vêm do bolso, porque pessoas assim querem mais trabalho em massa, empregos em massa, facilitações para a compra da casa própria, para bens de consumo etc.


Notas:

1) - Na Zona Leste, pessoas entram no Metrô na estação Arthur Alvim para Corinthians - Itaquera, na esperança de, se o trem voltar, elas ficarem sentadas para irem até à Sé. Mas vejo que não são muitos trens que voltam e as pessoas ficam realmente desanimadas e reclamando com isto. Arthur Alvim é a penúltima estação Leste, sempre com assentos vazios para Itaquera e muita gente que acorda cedo, se arrisca neste sentido porque irão trabalhar o dia inteiro e voltarão de pé à tarde, ficando exaustas até chegarem às suas casas. Vejam o que elas fazem então para não se cansarem demais, tentando minimizar esse cansaço todos os dias. E aí se cai no que falei: a linha Verde já poderia estar ligada a Corinthians - Itaquera, porque, além de tudo isso, muitas pessoas, na Sé, pegam a linha Azul para irem à Paulista ou mais adiante. Ou seja, são viagens longas.

2) - Um dos locais de maior fluxo de pessoas do Metrô é certamente a ligação da rodoviária Tietê com a Linha Azul, em que você vai para a Zona Norte, sentido estação Tucuruvi, ou para o centro, estações Luz, São Bento, Sé, Liberdade, para a Paulista ou em direção aos bairros antes de Jabaquara. É o Metrô estação Jabaquara.

Se você estiver na rodoviária e for para o centro ou à Paulista, verá que existe uma passarela em declive de uns quatro metros de largura para ir até as escadas rolantes do Metrô. A passarela se abre para oito metros em sua largura máxima e então você nota a bilheteria afunilando essa passagem das pessoas para quatro metros! E não é só isso: como sempre existem filas para a compra de bilhetes, muitas vezes essa passagem chega a três metros de largura! Quem será que teve essa ideia de colocar a bilheteria bem ali? E também existe algo mais: para a Zona Norte você compra também ali o bilhete e volta para pegar outra passarela, essa em aclive, para o Metrô. Realmente é de uma estupidez muito grande uma passagem tão estreita como aquela e ainda com a bilheteria no local espremendo, literalmente, as pessoas. Que falta de respeito com o cidadão...

Só para ter uma ideia: na estação Santana há duas passarelas para cada sentido da Linha Azul, Tucuruvi e Jabaquara. Pois bem, cada uma das quatro é bem mais larga que essa de Jabaquara.

Você deve estar se perguntando: como eu sei das medidas? Simples, o chão é pavimentado com ladrilhos quadrados não vidrados. Medi o comprimento de um dos lados e contei em cada parte da passarela quantos havia.

3) – Há algum tempo, na estação Tatuapé e Corinthians - Itaquera, começou uma integração com os trens da CPTM em que você passa do Metrô para o trem e vice-versa sem pagar nada. Existe aos sábados e domingos, mas o que mais interessa às pessoas é nos dia de semana, quando a maioria trabalha. E então veja os horários em que fizeram essa integração: das dez horas às quinze horas e das vinte as vinte e quatro horas, ou seja, não nos horários de pico em que esses usuários continuam a pagar duas passagens como antes. É isto que chamo de: a esmola indecente do rico para o pobre.

4) - No dia 05 de março de 2013, cheguei à estação do Metrô Corinthians - Itaquera às 07:05 da manhã. Existem sempre, de manhã, duas filas de pessoas, uma para o lado direito e outra para o lado esquerdo, de quem está de frente para as catracas. Pela esquerda, na direção do Shopping Itaquera, até a entrada deste, havia uma fila de duas pessoas com 115 m de comprimento! Só que antes de chegar às catracas ela se alarga porque há umas sete ou oito permitindo a passagem dos usuários. Mas a fila do lado direito ia até o terreno onde está sendo construído o estádio do Corinthians, o "Itaquerão", para a copa de 2014, pela passarela que dá acesso à entrada principal do Metrô. Sabem qual a distância? 160 m! E sabe qual era a quantidade de filas? Cinco pessoas! E ainda de baixo de um sol forte sem nuvens apesar de ser sete e cinco da manhã. É comum eu chegar à estação do Metrô Corinthians - Itaquera e ver essa fila de cinco pessoas atingindo por volta de 100 a 130 m de comprimento. Sei destas medidas porque o chão é revestido por placas de pisos emborrachados, de forma quadrada, de 0,5 m cada um. É só contar... Então, 275 m de filas!

Estou em São Paulo há seis anos. Quantas vezes houve filas iguais a estas e até quando isto irá permanecer assim? O governo estadual está pouco ligando porque, de anos para cá, já teria unido a linha Verde em Itaquera. Isto é que é judiar do povo.


- Outras notas:

1) – O Metrô é composto das linhas Azul, Vermelha, Verde, Amarela e Lilás.

2) - As linhas onde possui estações em bairros com um melhor poder aquisitivo da população: Azul (parte Sul), Verde e Amarela.

3) - A linha Amarela é a mais recente, seguida pela Verde.


4) - A linha Vermelha - parte Leste - e a Lilás, são onde se localizam os bairros mais pobres de todo o sistema.